quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Entrevista - Adna Melan: Um toque de feminilidade no Rock Gótico Tupiniquim

 

- Adna, obrigado pelo seu tempo para esta entrevista à Brazil Legion. Já começo agradecendo, por me desafiar enquanto fã de Rock/Metal, pois o single “Lie” é algo até difícil de se traduzir em palavras...

Eu que agradeço a oportunidade de falar um pouco mais sobre o projeto e o novo single.

- Conte-nos um pouco mais sobre a produção do material. Quem foi o produtor? Como se deu o processo? A banda teve voz ativa nas decisões?

“Lie” teve a participação de dois produtores em momentos distintos. O processo criativo ficou concentrado, em sua maior parte, em mim e no produtor André Paixão. Inicialmente, gravei uma demo em casa e enviei para ele. Com base na minha versão inicial, o André estruturou a música no estúdio, aprimorando minha composição e contribuindo para o desenvolvimento do arranjo. Os demais detalhes do single foram construídos a partir daí. O segundo produtor, Pablo Greg, elevou a qualidade da gravação e foi o responsável pela pós-produção.

- Outro fator interessante é que vocês mesclam ao som de vocês, influências do Gótico. Vocês fizeram algum tipo de pesquisa, para poder inserir tais elementos de maneira tão natural?

No meu caso, quando estou criando algo, o processo criativo acontece de maneira natural. A música surge com sua própria identidade, e as influências se manifestam de forma espontânea. Com o tempo, a identidade sonora foi se desenvolvendo e sendo moldada através da minha vivência e do que eu consumia, e o gótico sempre esteve muito presente.

- Vou me abster de classificar a banda como este ou aquele segmento, dentro do Rock/Metal. Então, passa a palavra para você! Como a banda se classifica em termos de gênero?

Gothic e alternative. Os singles anteriores estavam mais próximos do rock. “Lie” já se encaixa mais em gothic metal, que é o gênero que pretendo explorar mais, ainda trazendo elementos do alternative, e buscando um som mais pesado.

- Eu adorei a produção, muito encorpada e tudo inteligível. Como você nos descrevia este processo até chegar no produto final que encontramos em “Lie”?

Primeiramente, escrevi a letra com a melodia. A partir daí, comecei a imaginar a atmosfera do início, com menos instrumentos; a guitarra do pré-refrão entrando e desaparecendo antes da voz começar; a guitarra das demais partes e o espaço para o solo; vocais de fundo; entre outros detalhes. Os produtores fizeram um excelente trabalho aprimorando minha composição inicial e somando no processo com outras ideias. A pós-produção trouxe o refinamento do som, o equilíbrio entre cada faixa da gravação e o destaque de determinados elementos, o que trouxe um maior impacto para a música.

- O material já vem sendo distribuído em outros mercados? Tive contato com a versão digital, através do pessoal da MS Metal, e acredito que ele mereça chegar na Europa com um produto físico... O que você pensa a respeito?

Fico contente com a consideração. Honestamente, não planejamos o lançamento físico do single. Pretendemos avaliar o formato físico no lançamento do primeiro álbum.

- Outro ponto importante é que vocês optaram pelo inglês desta vez, para inserir as letras nas composições. Fugiram do português? Podem nos explica isso?

O uso do inglês foi mais do que uma escolha. Desde pequena, eu gostava muito e tinha o desejo de aprender o idioma, também com o objetivo de escrever letras de música. Comecei a escrever aos 12 anos de idade e, desde então, praticamente sempre usei o inglês. Fui aprendendo o idioma a medida em que aprendia a expressar sentimentos e experiências em palavras. E como idiomas diferentes têm expressões e estruturas distintas, passou a ser mais fácil e natural para mim escrever em inglês. Além disso, acho positivo o fato de ser uma língua que é compreendida por pessoas ao redor do mundo inteiro, o que facilita alcançar um público maior.

- Suponho que “Lie” já esteja sendo promovido ao vivo, como tem sido os shows em suporte ao disco?

Ainda não começamos a fazer shows, mas estou ansiosa para ter a experiência.

- Quais os planos futuros da ADNA MELAN? Suponho que agora que vocês contam com uma grande gravadora por aqui, um novo álbum esteja nos planos, confere?

Continuo escrevendo novas músicas, mas ainda não há planos concretos de futuros lançamentos. Porém, certamente lançar um álbum é um desejo que espero realizar em algum momento.

- Adna, mais uma vez, muito obrigado por todos os esclarecimentos. Se algo ficou pendente, por favor...

Obrigada a você pelo espaço, foi um prazer!

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