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quinta-feira, 15 de julho de 2021

Resenha: Vulture "The End of Agony".


O quinto álbum de estúdio do VULTURE veio no mesmo ano em que a banda comemorou 25 anos de estrada. E somos nós - adoradores da música extrema - quem recebemos este presente. Carregando o título de The End of Agony, o álbum é mais uma grande obra do quarteto formado por Adauto M. Xavier (vocal, guitarra), Yuri Schumamn (guitarra, backing vocal), Max Schumann (baixo, backing vocal) e Fabio Amaro (bateria). 

Embora a música Vulture seja fortemente influenciada pelo death metal da velha escola, o que o torna tão fascinante e único é a forma com que este trabalha a melodia de suas guitarras - sempre criando um clima sombrio e obscuro no decorrer da audição de seus artefatos. Em The End of Agony não é diferente, é um disco rápido, agressivo, cheio de energia e com uma aura melódica de arrepiar. Quem vem acompanhando o trabalho da banda sabe exatamente o que esperar aqui, pois as características que norteiam o death metal do Vulture permanecem intactas. 

A fúnebre audição desta obra começa com a viciante “Straight to Hell” que é uma faixa rápida e avassaladora, recheada com um charme melódico sem igual e alguns grooves ‘grudentos’ - fica claro na primeira faixa o quanto é incrível o trabalho dos guitarristas Adauto M. Xavier e Yuri Schumamn. “Retaliation” equilibra brutalidade e melodia, essa faixa começa agressiva e vai ganhando melodias aos poucos, mas alterna de ritmo constantemente. É possível perceber influências de heavy metal nessa música, especialmente no solo de guitarra. “Unholy Grave” já é conhecida - assim como as outras citadas anteriormente - por fazer parte do EP Unholy Grave (lançado em dezembro de 2019), e com uma pitada de thrash metal acaba se destacando. Os vocais guturais de Adauto Xavier ficaram claros e evidentes em The End of Agony e combinaram muito bem com a atmosfera obscura e cativante criada pelo instrumental. 

Na sequência, “Descent Ways” é mais uma ótima faixa que vai desde grooves pesados e rápidos para riffs mais cadenciados e arrastados. As faixas cantadas em português normalmente ganham uma atenção especial - principalmente aqui no Brasil -, e talvez por esse motivo o Vulture optou em inserir duas neste novo trabalho - as ótimas "Falsas Ilusões" e "Agonia", com letras fascinantes e atormentadoras. Há ainda faixas lentas e arrastadas com influências claras de doom metal, como "Signs of Decadent Days". Fernando Roma também fez um grande trabalho na parte de mixagem e masterização do disco, tudo soa com muita agressividade e peso e ao mesmo tempo muito limpo e refinado. 

Em resumo, The End of Agony nada mais é do que Vulture sendo Vulture! Mais do mesmo? Sim, o que é genial, pois nós (fãs) simplesmente amamos isso! A maior diferença está na temática, claro. Também achei que as músicas estão um pouco mais melódicas se comparadas aos trabalhos anteriores, mas nada absurdo ou fora de controle.

A capa foi feita pelo próprio Adauto Xavier (fundador da banda, vocalista e guitarrista). The End of Agony foi lançado oficialmente no dia 30 de Julho de 2020 pela Mutilation Records e pode ser adquirido no link: https://mutilationrecords.com/product/vulture-the-end-of-agony.

Mais informações: 

Facebook:

www.facebook.com/vulturebr

Bandcamp:

vulturedeath.bandcamp.com

You Tube:

www.youtube.com/vulturedeathmetal

Instagram:

www.instagram.com/vulturedeath



quarta-feira, 23 de junho de 2021

Hierarchical Punishment - Psychotic Disorders (2021).

Quem cultua o underground brasileiro com certeza já deve ter ouvido falar do Hierarchical Punishment, banda de death metal/grindcore santista com quase três décadas de existência que conta com um time excepcional de músicos, são eles: o guitarrista e fundador Grell, o guitarrista Morto, Luiz Carlos Louzada na bateria, Alexandre Martins no baixo e Arthur Mendes no vocal. A banda acaba de tirar do forno o seu novo petardo, “Psychotic Disorders”, terceiro álbum de estúdio lançado em Maio de 2021.

Pancadaria da melhor qualidade! É a primeira frase que vem na cabeça depois da audição completa de “Psychotic Desorders”. Death metal ríspido e visceral com a dose certa de grindcore fazem desse trabalho uma verdadeira aula de fazer música extrema sem soar datada ou clichê. São 12 faixas muito bem elaboradas e compactas, que fazem valer a pena cada um dos seus 39 minutos de duração. 

A destruição sonora começa com “Don't Look Back”, sem introdução, sem enrolação, direto ao ponto, mostrando competência e habilidade acima da média. “Escape the Fate” é pesada e intensa, feita para ‘bangear’ sem parar. “Angels & Demons” mostra a velocidade e fúria do quarteto santista. Luiz Louzada - que optou pelas baterias no novo álbum - despejou todo o seu ódio nos blast beats ensandecidos. Em seu lugar, Arthur Mendes evidencia toda a brutalidade de seu poderoso vocal gutural - mais agressivo, impossível. Uma cozinha competente garante o peso com técnica e precisão, mas o destaque é a guitarra que segue dando aquele toque old school de sempre, distorcida e carregada de groovy. 

Confira o vídeo clipe da faixa " Angels & Demons":

Algumas faixas já são conhecidas por alguns, mesmo que reformuladas, como “Madness”, “Emotional Evisceration” e “Road” que fazem parte do single “Madness” lançado em 2019, além da música “The Choice” - faixa-título do disco anterior. Como outros destaques posso citar “Human Nature”, “The Moment of Truth” e a longa faixa “Turning Point”. Há ainda algumas faixas mais cadenciadas, mas o peso é sempre mantido. Apesar de soar um pouco sujo, principalmente nas guitarras - aparentemente foi algo intencional para soar, digamos, mais old school -, tudo aqui está muito bem definido e pode ser ouvido e identificado perfeitamente. 

O Hierarchical Punishment faz músicas curtas e diretas, mais uma vez. Quando você se der conta já está no fim do disco, mas “Psychotic Disorders” é um daqueles álbuns que quando termina, o dedo vai direto no play para ouvir novamente. Bom, se você ainda não está satisfeito com o que viu até aqui, então acho que o death metal não é muito a sua praia. Altamente recomendado para fãs de bandas como Napalm Death e Terrorizer. Vale muito a pena conferir. 

Tracklist:

01.     Don't Look Back 

02.     Escape the Fate    

03.     Angels and Demons      

04.     Emotional Evisceration   

05.     The Darkness 

06.     Human Nature  

07.     The Choice 

08.     Madness 

09.     Moment of Truth 

10.     Road

11.     Memories  

12.     Turning Point     


Adquira “Psychotic Disorders” em CD no link abaixo:

https://www.talesfromthechaos.com.br/cd-hierarchical-punishment-psychotic-desorder

Line-up:

Grell - Guitarra

Morto - Guitarra

Arthur Mendes - Vocal

Luiz Louzada - Bateria

Alexandre Martins - Baixo

Mais informações:

Website: http://www.hpgrind.com.br/

Facebook: https://www.facebook.com/hierarchicalpunishmentband 

Contato: grellhp@hotmail.com

quinta-feira, 20 de maio de 2021

Resenha: VISCERALL: pimenta no Metal com Dendê.

 


 

Na ultima sexta-feira do mês de abril (30), a banda de Heavy Metal, Viscerall, invadiu a casa dos Headbangers da Bahia, do Brasil e de vários outros países do mundo, através do Dopesmoke Festival: Metal com Dendê - um dos principais eventos de Heavy Metal do Nordeste e do Brasil, realizado em Feira de Santana, na Bahia, transmitido entre os dias 28 de abril e 02 de maio, pelo canal oficial do Festival no Youtube - executando em seu setlist as principais canções que estarão no álbum Standing Overground - prestes a ser lançado pela banda.

Já passava das 21h e o apresentador do evento, figura emblemática do Rock/Metal da Bahia, Big Bross, anuncia a entrada da banda Viscerall na programação - destacando a histórica relação de dois veteranos do Metal da Bahia, o vocalista Alexandre Humildes e o guitarrista Gleuber Machado - mencionando a antiga banda Harmless Hate, do início dos anos 90, a qual eram membros e ali estavam de volta, agora, juntos com o baterista Leandro Araujo e o baixista Carlos Trino, que voltou a assumir o posto, em definitivo, com a saída de André Fiscina.

A Intro já soava - junto com os pratos da bateria - nos alto-falantes das TVs, nos smartphones, computadores, fones de ouvido e monitores, atraindo a atenção dos mais desconfiados e curiosos Metalheads ligados na Live, quando LA espanca o China, chamando a canção mais conhecida dos caras, o single Death Machine, uma rifferama, chutando a porta de nossas casas, e recintos diversos que transmitiam o show, com o mais autêntico e “Viscerall” Heavy Metal, honrando a tradição da cena baiana, acrescentando pimenta ao Metal com Dendê, no Dopesmoke Festival.


Sem cerimônias, a pancadaria segue mantendo a chama acesa no chat e aumentando os níveis da “Average Concurrent Users”, traduzindo; Média de Usuários Simultâneos, com a veloz, melódica e com fortes elementos da música clássica, Keeping the Flame Alive, nos convocando a resistência e a superação - tão oportuna nesse momento que atravessamos no Brasil e no mundo -, e o Dopesmoke é um exemplo incontestável disso. Na sequência, uma rápida parada para alguns agradecimentos, principalmente à organização do evento, pelo respeito e profissionalismo proporcionados às bandas e eis que, AH, rasgando a voz, anuncia a próxima canção, a pesada e cadenciada, Between the Cross and the Sword, uma martelada em nossas cabeças - a essa altura já não sobravam mais moveis sobre moveis em nossas casas, as telas viraram palcos, os sofás as arquibancadas da arena - de onde rolava o "stage diving" - e as mesas de centro foram afastadas para o ritual metálico ser celebrado - e, logo em seguida, como um bálsamo, eis que surge um piano soletrando sentimentos e preludiando a canção, Into the Darkness, um Hard/Heavy sublime, elevando o show a outro patamar, imprevisível, diante de uma composição com letra profundamente reflexiva - uma súplica sobre a dependência química, uma das maiores mazelas que a humanidade tem enfrentado -, riffs empolgantes e melodias capazes de nos recompensar com uma progressiva liberação de dopamina em nosso corpo.

Marchando para o encerramento da apresentação, Kruzaders é anunciada - com uma Intro que nos remete a essa atmosfera, revelando mais uma batalha - canção instrumental com fortes cavalgadas, pitadas de música erudita, muita melodia e criatividade, deixando clara a envergadura desse quarteto em ação. Em seguida, mais uma pequena pausa, agora, para a apresentação da banda, agradecimentos finais e, quando menos esperávamos, vem o último golpe de misericórdia, um petardo - Age of Steel - com a introdução de um piano entregando a melodia do refrão, seguida de um agudo, assombroso de AH, junto com ataques da dupla LA e CT, cozinha extremamente pesada e competente da banda, dialogando com riffs poderosos da guitarra de GM, acompanhados de bumbos avassaladores, anunciando que a Era do Metal está próxima e que a Princesa e a Pórtico de Ouro, como apelidou o poeta, podem ser a chave e a porta para a entrada nesse novo mundo que desejamos construir e o Dopesmoke Festival se consolida como uma das maiores celebrações da Bahia a isso.

"Participar" desse evento foi um grande desafio pra nós que estávamos, nesse momento de pandemia, sem ensaiar, com ausência de dois componentes; Davi Carvalho (teclados) e Igor Tavares (Guitarra), além da mudança muito recente de baixista, mas, não poderíamos deixar de fazer parte desse momento histórico e inovador para o Metal da Bahia e, em suma, ficamos satisfeitos com o resultado”, comentou o frontman da banda, Alexandre Humildes.

Belíssima apresentação da Viscerall, 42 minutos do mais puro e autêntico Heavy Metal, que serviu para instigar, em todos e todas, o desejo de ver a banda em ação presencialmente, olho no olho, cara a cara e, quem sabe, cantarmos juntos essas melodias agradáveis com as quais fomos brindados.

Vida longa ao Metal baiano, nordestino e do Brasil!

Confiram o show da Viscerall no Dopesmoke Festival, que já está disponível, individualmente, no canal oficial do evento no Youtube:

  



Line-up: 

Alexandre Humildes - Vocal

Carlos Trino - Bass

Davi Carvalho - Keyboards

Gleuber Machado - Guitar

Igor Tavares - Guitar

Leandro Araújo - Drums

Referências: 


 

Fratura- O obscuro e esquizofrênico “Orff Infernalis”.

“Orff Infernalis” é o segundo full-length do projeto One Man Band Fratura, lançado em novembro de 2020 pelo selo selo Electric Funeral Records, o disco apresenta um lado ainda mais obscuro, esquizofrênico e pesado com uma linha mais definida e contando com algumas surpresas. Uma mistura entre os riffs arrastados do doom, a velocidade clássica do punk com o ódio e misantropia do Black Metal, nas letras. Um passeio sobre os diferentes elementos que pertencem à música extrema e que geram um álbum equilibrado (velocidade, cadência, brutalidade, atmosferas densas).

O play conta com 7 músicas próprias e inéditas. A música que abre o álbum, “Diabolical Spell”, já dá a noção do que há por vir. Uma introdução marcada com uma linha clássica de riffs beirando o Thrash, uma bateria segura e firme, uma letra sangrenta. Verdadeira paulada! Quem gosta de bandas como English Dogs, Broken Bones, Anti-Cimex vai sentir a chamada.

Na sequência a faixa "How They Born" traz uma pegada clássica lembrando muito os primórdios da segunda onda do Black Metal. A guitarra mais dissonante que traz uma atmosfera sinistra, com uma letra que facilmente muitos irão se identificar.

O terceiro som, "Metranca", é uma homenagem ao Sarcofago! Sem o Sarcofago, o Black Metal não seria o que é hoje, simples assim. A linha de bateria baseada no blast beat, que soa como uma metralhadora, desenvolvida e batizada de Metranca por D.D.Crazy, norteou os bateristas da cena na época e ajudou a desenvolver tudo o que há hoje no metal extremo. Sarcofago é uma influência fundamental no trabalho do Fratura, por isso essa homenagem foi garantida. Um verdadeiro fuzilamento sonoro.

"Ancient Black Magic" tem uma letra que remete às práticas ocultas dos tempos passados, os 72 demônios aprisionados pelo rei Salomão. Quem já ouviu em falar em Goetia, vai saber do que se trata. Deus é tão assustador quanto o diabo. Na parte instrumental, um metal punk de responsa.

Na sequência, a música que dá o nome ao disco, "Orff Infernalis", em latim "Inferno Desconhecido". Um clássico Doom com o ganho da guitarra no máximo. No fim da faixa tem uma singela homenagem à Pelle Ohlin (Dead), ex vocalista do Morbid e do Mayhem, uma grande influência vocal, que serviu de parâmetro não só pro Fratura, mas como para boa parte do metal extremo.

"Evil Encarnated In Us" é a próxima faixa, que do começo ao fim tem uma intensidade forte sem deixar cair a pegada, com um refrão pesado e desconcertante. Sinta-se como se estivesse com uma bola de fogo nas entranhas! Afinal, o mal encarnado em nós, nada mais é que nossa própria natureza sendo invocada em sua maneira mais pura.

Encerrando o play um final digno com "Triumphant Ending". Um começo brutal fazendo a transição para a densidade melancólica do BM, quase um DSBM, assim como na letra. Escutem com moderação.

Quem curtiu o trabalho do Fratura em “Corposeco”, vai notar o amadurecimento musical nesse novo play. Fratura não tem as chaves das portas do inferno, mas te ajuda a pular o muro. Todo o álbum foi gravado e mixado em home studio, repetindo a receita do primeiro álbum. Isso dá o tempero fundamental ao trabalho buscado, que com certeza vai agradar os ouvidos dos amantes da dissonância, da sujeira, do extremo e da escuridão. Vale muito a pena experimentar essa viagem!

Tracklist:

1. Diabolical Spell 

2. How They Are Born

3. Metranca 

4. Ancient Black Magic

5. Orff infernalis / Disgusting Semla Outro

6. Evil Incarnated In Us 

7. Triumphant Ending 

 Referências: 

https://instagram.com/fratura666?utm_medium=copy_link

sábado, 15 de maio de 2021

Resenha: Funeratus "Accept The Death" (2018).


Em 2018, após longos 13 anos do seu último álbum Echoes In Eternity, a lendária banda de Death Metal Funeratus retornaram ao campo de batalha com "Accept The Death". Com uma bonita capa (de autoria do brasileiro Alcides Burn) e uma ótima produção – o melhor do conjunto do grupo até hoje – Accept agrada facilmente a quem é adepto do metal extremo. Bem, o álbum foi masterizado pelo alemão Andy Classen, conhecido por seu trabalho com bandas como Asphyx, Tankard, Krisiun, Destruction entre outros.

Toda essa “embalagem” reflete na parte sonora, e assim somos apresentados logo de cara à faixa-título, com velocidade e peso, tudo que o death metal tem direito. Os vocais são um caso à parte, pois são bem pútridos, se encaixando totalmente na proposta da banda. Os riffs carregam consigo influências discretas de outros estilos, como heavy metal mais tradicional, como em Lost Souls, um ótimo momento do álbum. Também inusitado para um grupo de death metal é a intro de Asphalt Eaters, com seus acordes de baixo estourando os fones, seguido de um riff que traz algo de punk em seu andamento, porém mantendo a estética death. Não se engane, tudo aqui é 100% podreira. E é impossível não citar Endless Battle, tema instrumental que é pura inspiração. Já Follow The Track e Victory são cacetadas certeiras de metal sujo. Morbid Angel, Krisiun e Slayer estão entre as influências do trio.

Foram 13 anos de espera e és que o Funeratus, nós brinda com esse álbum magnífico, simplesmente um dos melhores álbuns de Death Metal já lançado no Brasil e em toda a América do Sul. Bom quando se falar de Funeratus, não se trata-se apenas de uma simples banda de Death Metal e sim um dos pilares de metal extremo mundial.

Confira Funeratus - Accept the Death (Official vídeo): 

"Accept The Death", chegou de uma forma avassaladora, esse álbum é um ítem necessário em qualquer estante de um verdadeiro Deathbangers"...


Tracklist: 

1.Accept the Death

2.Rise and Fall Again

3.Asphalt Eaters

4.Lost Souls

5.Indian Healing

6.Follow the Track

7.Victory

8.Vision from Hell

9.Endless Battle

Referências: 

https://open.spotify.com/album/45bgFfsZR3q2ZZRRDexjtu?si=RBfnHgOZTGuXCTK3nGUUBg&utm_source=copy-link&dl_branch=1

https://youtube.com/channel/UCjisnWrYkD0LTAQ_84AmKdw

https://www.facebook.com/funeratusdeath


sexta-feira, 14 de maio de 2021

Resenha: Accept - Too Mean To Die (2021).



O Accept intensifica em seu novo disco uma tendência que já era perceptível nos últimos trabalhos do grupo: a diminuição do apelo épico e dos arranjos grandiosos em favor de uma sonoridade mais direta, na linha do hard & heavy tão popular na primeira metade da década de 1980.

Décimo-sexto álbum da banda alemã, Too Mean to Die é o sucessor de The Rise of Chaos (2017) e também o quinto disco com Mark Tornillo como vocalista. É preciso dizer que essa fase atual do Accept, iniciada com Blood of the Nations (2010), está em pé de igualdade com o período clássico do quinteto, quanto o grupo conquistou o mundo com trabalhos como Restless and Wild (1982), Balls to the Wall (1983) e Metal Heart (1985). Dito isso, é importante frisar que Too Mean to Die é o primeiro disco do grupo sem o baixista Peter Baltes, que deixou a banda em 2018 e tocou em todos os álbuns do Accept. Seu substituto é Martin Motnik. Além disso, a banda agora é um sexteto com a entrada de um terceiro guitarrista, Philip Shouse. O guitarrista Wolf Hoffmann é o único remanescente da formação original.

Produzido por Andy Sneap, Too Mean to Die entrega onze faixas inéditas em pouco mais de 50 minutos. As canções variam entre momentos inspirados e outros em tanto. Não há aqui a energia e o elemento surpresa de Blood of the Nations e nem a inspiração onipresente de Stalingrad (2012), mas o disco entrega bons momentos como a abertura com “Zombie Apocalypse”, o metal oitentista da música título, o hard rock de “Overnight Sensation”, a agradável balada “The Undertaker” e “Sucks to Be You”, essa última com uma clima meio AC/DC. As influências de músicas clássica de Wolffmann são responsáveis por duas das melhores canções, a grudenta “No Ones Masters” e a cativante “Symphony of Pain”, essa última com direito até à uma citação da 9ª Sinfonia de Beethoven.

Too Mean to Die não apresenta o brilhantismo dos dois primeiros discos da fase com Tornillo, mas está longe de ser um disco ruim. Os bons momentos superam os problemas, resultando em um álbum que os fãs farão questão de ter e que agradará também quem procura apenas um bom disco para ouvir.


Confira a capa e a tracklist do álbum "Too Mean to Die":


Tracklist: 

1. Zombie Apocalypse. 

2. Too Mean to Die.

3. Overnight Sensation.

4. No One’s Master.

5. The Undertaker.

6. Sucks to Be You.

7. Symphony of Pain.

8. The Best Is Yet to Come.

9. How do we Sleep.

10. Noy my Problem.

11. Samson and Delilah.

O disco conquista mais espaço quando tenta fazer coisas mais diferentes: seja sendo incrivelmente dramático e comicamente característico (“The Undertaker”), seja numa espécie de folk metal com influências piratas (“How do We Sleep”, que tem uma excelente introdução de bateria), seja num instrumental tradicional que mistura elementos bíblicos com doom metal (“Samson and Delilah”). Tirando essas faixas, a maior parte do álbum é power metal genérico, tentando fortemente ser um Iron Maiden da vida e falhando até nisso: “Sucks to Be You” e “Too Mean to Die” são tão genéricas que chegam a doer um pouco. E o pior é que tem faixas que tentam fazer algo um pouco diferente e mesmo assim falham, como a “Symphony of Pain” que faz solos de guitarra baseado em músicas clássicas, mas não é tão interessante assim.


A melhor faixa do álbum é a mais calma “The Best is Yet to Come”. É uma das poucas faixas do álbum que o vocal do Mark Tornillo se encaixa bem (provavelmente porque não tem que fazer muito esforço), tem um chamado no vocal que se encaixa bem na proposta da música e tem um excelente solo de guitarra (mas isso não é só dessa faixa). Existem poucos momentos em que a bateria funciona bem, como no começo de “How do we Sleep”, mas nessa faixa a bateria ganha na sutileza.

Ouça a faixa "The Best is Yet to Come”: 



Line-up: 



Mark Tornillo (vocais).

Wolf Hoffmann (guitarra solo).

Uwe Lulis (guitarra base).

Philip Shouse (terceira guitarra).

Martin Motnik (baixo).

Christopher Williams (bateria).

Referências: 

https://www.facebook.com/accepttheband

https://instagram.com/acceptworldwide?igshid=1a0y80fj0wsss


quarta-feira, 12 de maio de 2021

RESENHA: “Perpetual Chaos” - Nervosa, um dos melhores lançamentos dos últimos tempos. Confira !

 


Com a guitarrista fundadora Prika Amaral, única remanescente da formação original de 2010, uma das melhores bandas já surgidas no Brasil, a Nervosa retorna agora mais internacional do que nunca, no seu quarto trabalho de estúdio, Perpetual Chaos.  Além de Prika, temos a vocalista  Diva Satanica, a baterista Eleni Nota e a baixista Mia Wallace, uma verdadeira seleção internacional.

Quando digo internacional, é porque agora a banda tem membro do Brasil (Prika), Espanha (Diva), Eleni (Grécia) e Mia (Itália), e já posso adiantar, em minha opinião, a melhor formação da banda, nesses 10 anos de estrada.

Com uma mudança no line-up,  digo que a música também evoluiu, e muito! Agora é algo mais Death Metal,  com aquele velho e poderoso Thrash Metal que a banda sabe fazer muito bem. Na maioria das músicas, as gurias combinam agressividade, brutalidade e muita raiva, nos presenteando com músicas poderosas.

Algo que me chamou a atenção desde o anúncio da nova formação, foi a baterista Eleni Nota, ela realmente impressiona com sua bateria pesada e técnica, uma ótima escolha para ser a dona das baquetas da Nervosa, uma das melhores bateristas da nova geração do metal mundial, ouçam o álbum e vão entender o que estou dizendo.

O álbum começa com “Venomous”, na sequência vem “Guided By Evil”, uma combinação perfeita de Thrash e Death Metal: as guitarras poderosas de Prika,  a bateria de Eleni, nos transmitem a agressividade e brutalidade, enquanto Diva Satanica está perfeita com seu ótimo vocal, que grande vocalista.

No entanto, “People Of The Abyss” e “Kings Of Domination” são o Death Metal com todos os componentes que tem que ter, que deixa o ouvinte completamente de “boca aberta”, devido a qualidade do álbum até aqui mostrado. Há também um ótimo e poderoso solo de bateria  em “People Of The Abyss”.

A faixa título “Perpetual Chaos”,  tem riff cativante e muito groovy na introdução e, em seguida, continua suavemente e vigorosamente. “Until The Very End”, que também é mais death do que Thrash, principalmente por causa do padrão de bateria. “Time To Fight” por sua vez se destaca com versos quase punk, refrão thrash e solo bastante melódico, que você não espera ouvir em um álbum como este.

Na sequência temos a pesada e poderosa “Godless Prisoner”, que já se tornou a minha preferida, aqui é visível o nível impressionante que a banda alcançou com essa nova formação e, depois vem  “Blood Eagle”, que destaco mais uma vez, o vocal fantástico de Diva Satanica.

Outra coisa muito legal e especial, são os vocalistas convidados neste álbum: Schimier do Destruction e Erik “A.K.” Knutson do Flotsam e Jetsam. O vocal de Schimier é ouvido em “Genocidal Command”, que lembra muito o grande Destruction, e de Eric em “Rebel Soul”, um quase Heavy metal ou um Rock ‘n’ roll com um som pesado.

Em “Pursued By Judgement” temos mais Thrash Metal, muito agressivo; a bateria soma alguma variedade a ele. E infelizmente, o álbum termina com “Under The Ruin”: começa lenta e sinistra, mas em um minuto se transforma num Thrash muito poderoso, o que reduz um pouco mais o ritmo, ganhando alguma brutalidade.

“Perpetual Chaos” é o primeiro disco em 2021 que fiz uma resenha e posso dizer que começamos o ano muito bem. Com um já candidato a melhor do ano. O álbum é um passeio selvagem com riffs furiosos, trabalho de bateria fantástico e performances vocais impressionantes. O álbum leva você a diferentes extremos em segundos. O time que Prika Amaral se cercou é extremamente talentoso, como já disse, tornando essa, a melhor formação da Nervosa nesses 10 anos de banda. Maior, melhor, mais assustador! A Nervosa está de volta com uma nova formação e um som mais brutal e pesado do que nunca.


Tracklist: 

1. Venomous.

2. Guided By Evil.

3. People Of The Abyss.

4. Perpetual Chaos.

5. Until The Very End.

6. Genocidal Command.

7. Kings Of Domination.

8. Time To Fight.

9. Godless Prisoner.

10. Blood Eagle.

11. Rebel Soul.

12. Pursued By Judgement.

13. Under Ruins.

Ouça o álbum Perpetual Chaos:


Line-up:

Prika Amaral (Guitarra).

Diva Satanica (Vocal).

Mia Walace (Baixo).

Eleni Nota (Bateria).

Referências:

https://instagram.com/nervosathrash?igshid=pxr2bdmriyzp

https://open.spotify.com/artist/5D9d9xyLNQu32QVD9t4YqH?si=rwH_iXS9Q56kc99nGYoQ4g&utm_source=copy-link&dl_branch=1



segunda-feira, 10 de maio de 2021

RESENHA: MOFO – Sick and Insane ( 2020).


“Sick and Insane” é o primeiro álbum do quinteto thrasher MOFO. Os brasilienses, que completaram em 2020 uma década desde sua formação em 2010, já haviam lançado o EP “Empire of Self Regard” em 2017 e o single “Final Experiment”, que precedeu e compôs o primeiro álbum cheio da banda.

Se o primeiro EP já dava traços da promissora banda que surgia, principalmente pela qualidade técnica dos músicos. Em “Sick and Insane”, eles chegam ainda mais maduros tecnicamente e, ao mesmo tempo, extremamente seguros do que querem apresentar: um Thrash Metal de tirar o fôlego, extremamente intenso e inquieto. E toda essa fórmula de destruição é gerada por alguns presentes no álbum de cabo a rabo. Para começar, os caras sabem tocar. Todos eles são extremamente técnicos, desde a cozinha incansável, passando pela dupla de criativa e super entrosada de guitarristas até o versátil vocalista.

É óbvio que isso por si só não faz milagre nenhum e é mais útil para uma banda de prog ou power, mas os caras sabem usar a técnica em seu favor, sem soarem pretensiosos ou exibicionistas. A temática das letras segue a tradição do Thrash Metal em abordar temas sociais contemporâneos, tratando de comportamento, política e conflitos, entre externos e internos.

Sobre as composições, o disco se inicia com uma Intro que é logo seguida de “Adrenaline”, que como o nome já diz, os guitarristas Arthur e Shakal te botam pra correr com uma rifferama a lá Slayer e Testament e explode em vocais agudos de Emiliano que lembram desde Tom Araya até Pedro Poney, conterrâneo candango. É uma senhora música para abrir o disco, uma breja e um mosh. “Brothers Of Death” é o segundo som, que com passagens um pouco mais melódicas e solos trabalhados, fazendo lembrar um pouco o que o Kreator vem fazendo nos últimos discos. Uma boa música, mas a meu ver, uma escolha equivocada para seguir o disco. Poderia ter sido trocada com a faixa seguinte que é mais explosiva, mas é só uma questão de opinião. Essa terceira, “Time for War” começa com riffs de guitarra extremamente maldosos que remete a insanidade de “Strike of The Beast” do Exodus, onde a banda poderia ser facilmente indiciada por apologia a violência. Seguindo vem a faixa homônima ao disco, “Sick And Insane”, que deixa qualquer baixista boquiaberto se deparar com as linhas funkeadas de Pedro Dinis, que lembram o baixo do Robert Trujillo no Infectious Grooves e são seguidas por um hardcore furioso.

Aliás, vale destacar demais o trabalho da cozinha nessa música e na seguinte, “Let Them Fall”, onde a dupla rouba a cena novamente com excelentes viradas e um solo de baixo incrível. Quando você acha que o álbum pode cair, vem “Final Experiment” e te dá um coquetel de Thrash festeiro com um riff de abertura bem a lá Municipal Waste com o vocalista vociferando entre vocais agudos e mais graves. O oitavo som, “Frank”, é a música mais old school do disco, onde o MOFO apresenta harmonias características do Thrash alemão que remetem a Destruction e Tankard, mas com o batera João Paulo fazendo o contrapeso em levadas mais quebradas e aplicando com um blast beat aqui e acolá. Aliás, esse aí com certeza é um fã de Death Metal. A penúltima música “Purgatory” não me pegou muito (acho que eu fui direto pro inferno rs), talvez por ser demasiadamente polida e menos direta do disco. Mas em compensação, “Hate and Disgrace” é um tapa na orelha nos mais distraídos e encerra o disco em grande estilo.

Técnica apurada, excelentes composições, temática bem construída, produção sólida e cuidado com a parte gráfica. Tem que reparar muito para achar algo fora do seu devido lugar, e mesmo assim, é questão de detalhe. Ponto para o MOFO, que lançou um dos melhores trabalhos nacionais de 2020.



Tracklist:

1. Cynic.

2. Adrenaline.

3. Brothers Of Death.

4. Time For War.

5. Sick And Insane.

6. Let Then Fall.

7. Final Experiment.

8. Frank.

9. Purgatory.

10. Hate And Desgrace.



Line-up: 

Emiliano Gomes (vocals).

Pedro Dinis ( Bass).

Arthur Colonna (guitars).

Rodrigo "Shakal" Loreto ( guitars).

João Paulo "Mancha" (drums).


Referências:

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https://www.youtube.com/user/mofothrash

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Deezzer

https://www.deezer.com/br/album/42949251

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domingo, 9 de maio de 2021

Resenha: Mystifier, Protogoni Mavri Magiki Dynasteia.

Quando falamos Mystifier é sempre prazeroso pois se trata de uma banda de peso no cenário brasileiro que já lhe presenteou com vários clássicos, Wicca e Göetia. Retornado depois de 18 anos, com o novo álbum mostrando uma banda experiente atingindo novos e velhos públicos. Este álbum é um marco e também um retorno que os fãs estavam esperando.

Tudo começa com alguns ecos bastante assombrosos que tomam conta e conduzem a uma linha de baixo e bateria épica para completar a trilha da introdução. A mistura interessante de vocais limpos falados e grunhidos sujos e altos do black metal torna-se aparente muito cedo e logo se torna um marco no som do álbum. A música de abertura especialmente conta com a participação Prurient ex-ROTTING CHRIST e Jim Mutilator ex-VARATHRON, tem aquela vibe nostálgica da velha escola combinada com todos os diferentes vocais e linhas de guitarra. A atmosfera é incrivelmente emocional e atrai você. Às vezes a música entra em uma seção de solo de guitarra ou mais som de death metal; no entanto, muitos dos instrumentais são bem escritos e feitos de maneira a criar acúmulo. Por exemplo, 'Weighing Heart Ceremony' tem uma bela introdução de baixo que configura o cenário para batidas explosivas e gritos de black metal mais tarde. E, assim que essas guitarras de tremulo se juntarem, fica evidente o que você está procurando. 'Weighing Heart Ceremony' também é um favorito pessoal para a transição de meio-campo para vocais limpos, riffs de guitarra solo e sensação geral. Outro que eu tenho que mencionar é 'Thanatopraxy', que tem um fluxo decente e riffs acústicos limpos. É uma música que se concentra mais em uma vibe instrumental, por essa razão é uma faixa de destaque.

Às vezes, haverá um ambiente ou áudio de fundo para acompanhar, como em algumas das músicas anteriores deste álbum. Em muitos outros álbuns, eles se sentem forçados. No entanto, eles realmente trabalham neste caso e não tiram muito da música real. Além disso, 'Akhenation' é uma faixa que vale a pena mencionar por seu incrível solo de guitarra. E, no geral, eu diria que praticamente todas as músicas deste álbum tinham algo que eu gostava ou mantinha minha atenção.

Confira a capa e a tracklist do renomado "Protogoni Mavri Magiki Dynasteia":



Tracklist: 


1. Protogoni Mavri Magiki Dynasteia Part. Prurient (ex-ROTTING CHRIST) e Jim Mutilator (ex-VARATHRON).

2. Weighing Heart Ceremony.

3. Witching Lycanthropic Moon

Part. Proscriptor McGovern (ABSU).

4. Akhenaton (Son Mighty Sun).

5. Six Towers of Belial’s Path.

6. Demoler las Torres del Cielo (en nombre del Diablo).

7. Soultrap Sorcery of Vengeance.

8. (Introcucione d’la Melodia Mortuoria) Thanatopraxy.

9. Al Nakba (666 days of War).

10. Chiesa dei Bambini Molestati.

Ouça o álbum Protogoni Mavri Magiki Dynasteia":


Referências: 

https://www.facebook.com/mystifier666



Resenha: Cromathia e seu arrasador “Another Day in Torment”.

Vindo de Curitiba, o CROMATHIA já chega chutando a porta com o seu Death Metal old school, em um álbum de estreia que promete se destacar dentro do seu segmento no Brasil.

O trabalho foi lançado pela Eternal Hatred Records, chama-se “Another Day Of Torment” e nele podemos sentir toda a fúria dos sulistas, que não escondem as suas influências de Deicide (principalmente), Morbid Angel e Decapitated (antigo), em oito composições bem distribuídas, e que refletem o seu ótimo preparo para enfrentar um cenário tão saturado. Outro ponto importante é que o CROMATHIA não se vale apenas de velocidade desenfreada nas suas músicas, muito pelo contrário, as composições são muito diversificadas, como vemos na trinca que abre o disco após a intro: “Rise Of A New Age”, “Burning Like 1000 Suns” e “Noble Thief”.

Mais um trabalho com o padrão de qualidade da Eternal Hatred Records e que certamente agradará aos fãs do gênero. E que venham os shows e mais trabalhos de qualidade desta, que pode se tornar uma grande revelação da nossa música extrema em 2016.

Ouça o single “Rise Of A New Age”:


Referências: 

https://youtube.com/channel/UChN2GHoJxXmGP44NeTqrYDg

https://www.facebook.com/cromathia

Real Terror, Thrashcore com influencias de Grindcore do interior paulista.

Real Terror surgiu na cidade Ribeirão Preto em 2006 com a proposta de fazer um som que mistura o Thrashcore com o Grindcore, banda ficou em atividade até 2009. Após um longo hiato a banda retorna em 2020 com uma nova formação para a gravação do CD "Enquanto uns riem outros choram".

A banda disponibilizou em 2020 o single “O assalto” em formato de lyric vídeo. Confira o lyric vídeo de "O assalto":


Recentemente Real Terror disponibilizou  nas plataformas streaming seu primeiro EP intitulado "Bala Perdida", o debut EP foi  lançado de maneira independente pela banda e possui quatro músicas, todas liberadas no perfil da banda no YouTube em formato lyric vídeo, são elas ” Crianças inocentes”; “A vida nem sempre é bela”; “Bala perdida” e “Revolução violenta”. 

Essa é a banda liberou o lyric vídeo de "Revolução violenta”, confira no link abaixo!

"Essas quatro músicas citadas no EP  demonstram uma influência voltada mais para o grindcore, sendo músicas mais rápidas e diretas."

Para o segundo trimestre de 2021 a banda retoma as gravações das músicas que completarão o CD (no total contará com 12 faixas), músicas essas que irão mostrar uma diversidade de influências dentro do thrashcore que vão do rap ao deathcore, sempre com muito peso, tanto no som quanto na abordagem dos temas nas letras.


Line-up: 

Daniel Batista (vocal).

Rodrigo Gutierrez (vocal).

 Alex Borges (guitarra).

Angelo Curti (guitarra).

Yuri Balsis (baixo).

Pedro Roberto (bateria).

Referências: 

https://instagram.com/bandarealterroroficial?igshid=woyu4s4l4xe8

https://youtube.com/c/bandarealterror

Ouça o EP Bala Perdida:

https://open.spotify.com/artist/72HPqSTQmNhZRfDBagrCYs?si=gZmQYsJ3TjSR5vZHXx35fQ&utm_source=copy-link&dl_branch=1




sexta-feira, 7 de maio de 2021

Vulture-Death Metal de Itapetininga-SP.

 

Vulture foi formada na cidade de Itapetininga, interior de São Paulo, em meados de 1995 pelo guitarrista Adauto Xavier. Após diversas mudanças em seu line up a banda estabilizou sua formação em 2004 com Adauto Xavier (guitarra solo e vocal), Yuri Schumann (guitarra base e backing vocal), Fabio Amaro (bateria) e Max Schumann (baixo), formação esta, que permanece na ativa até hoje.

Banda é conhecida entre os bangers adeptos do Death Metal e ligados no que o Brasil tem de interessante para oferecer no gênero. Seu excelente som remetendo a um Death Metal mais Old School e mais sujo é atraente para aqueles que curtem uma sonoridade que soe de forma underground, e como adicional, brasileira. Vulture aborda em suas letras temas como: anti-Religião, niilismo e filosofia. Suas influências trazem lembranças de ícones do gênero como Dismember, Morbid Angel, Vader, Malevolent Creation, Behemoth, Monstrosity e Deicide.

Praticando um Death Metal rápido e trabalhado, banda conta em seu portfólio com cinco demos, participações em importantes coletâneas do cenário nacional e quatro álbuns oficiais lançados no mercado: Test Of Fire (2005), Through The Eyes Of Vulture (2008), Destructive Creation (2012), Abandoned Haunt of Cosmic Hate (2016) e The End of Agony (2020).

The End of Agony é último full-length do grupo, o álbum foi lançado em julho do passado (2020), pelo renomado selo nacional Mutilation Productions, com oito músicas inéditas, além de quatro do EP anterior, “Unholy Grave” (2019), o disco mostra o Death Metal - com boas doses de melodia - tradicional da banda. Mas, antes que o leitor se confunda, não se trata de Melodic Death Metal tão comum na Escandinávia. A banda mantém as estruturas rústicas do estilo e adiciona bons arranjos às suas composições.

Confira no link Retaliation ( Official vídeo) 2020:


Realizando shows em boa parte do território nacional, a banda já percorreu os estados de SP, PR, RS, ES, MG, MT, PI, MA, RN, CE (cuja parformance, este que vos escreve, presenciou) e abriu para bandas como Dark Funeral, Belphegor, Incantation, Pestilence, Entombed, God Dethroned, Enthroned, Krisiun, Korzus, Vulcano, Mystifier, Headhunter DC, Torture Squad, dentre outras.


A banda, que sempre nos brindou com ótimos riffs, aqui enfatiza as bases de guitarras, massificando sua sonoridade e trazendo excelentes timbres. Enquanto isso, as linhas de baixo sustentam o peso com boas variações e a bateria mostra uma pegada certeira, sempre muito precisa.

Outra característica importante são os ‘licks’ inseridos nas composições, que dão identidade à música da banda e soam sempre bem-postos. Enquanto isso, as linhas vocais aparecem mais intensas no trabalho, com urros cavernosos e um pouco mais rasgados que antes.

O legal também é que o Vulture apresenta letras interessantíssimas, mesclando o caos com reflexões sociais, utilizando boas metáforas. Mas a banda não se restringe a isso, e conta histórias obscuras também. O importante é que seguem mantendo a regularidade e nos brindam com um excelente trabalho.

Confira no link a apresentação banda no Yana Orpo Metal Fest (Death Metal Live 2020):


Line-up: 

Adauto M. Xavier (Vocals,Guitars).

Yuri Schumamn (Guitars).

Max Schumann (Bass, Vocals).

Fabio Amaro (Drums).




Referências:


Facebook:

www.facebook.com/vulturebr

Bandcamp:

vulturedeath.bandcamp.com

You Tube:

www.youtube.com/vulturedeathmetal

Instagram:

www.instagram.com/vulturedeath



quarta-feira, 5 de maio de 2021

Mortal Ways: Death Metal com temas, Aliens-Ficção e Ciência, uma das revelações do metal nacional.

 


Em 2019, com o intuito de criar um novo projeto, Gustavo Camargo, guitarrista da banda War Eternal (Death Metal de Rio Claro-SP) começou a compor riffs na linha Death Metal. Munido de um bom material, convidou Flávio Diniz (vocalista da banda Kingdom of Maggots, Death Metal de Leme-SP) para participar do projeto. Com o convite prontamente aceito, a dupla se alinhou para criar a identidade da banda. A fim de fugir de temas batidos no metal extremo, além da intenção de não soar como suas bandas já consolidadas, a dupla chega a um consenso e decide abordar em suas letras, histórias envolvendo alienígenas. Baseando-se em filmes, séries, relatos de testemunhas em casos conhecidos, além de uma pitada de ciência, mencionando famosos paradoxos, descobertas de Galileu e fatos sobre Júpiter, por exemplo, em um período de pouco mais de um mês um álbum autoral com oito músicas é finalizado, evidenciando a clara empolgação e comprometimento com o projeto vindo de ambos. Gustavo realiza toda a parte instrumental, gravando as guitarras, baixo e executando também a bateria programada, além de realizar a produção do álbum, mixando e masterizando as faixas. Flávio compõe as letras e grava as vozes do projeto.

Ronaldo Alves (ex-guitarrista da banda Suffer, Death Metal de Araraquara) é convidado para gravar os solos de 4 das músicas e será membro efetivo para o próximo trabalho.

A sonoridade segue uma linha Death Metal pesado, com timbres graves e intensos de guitarra e baixo, alternando momentos cadenciados e velozes em uma boa dose. Composições que devem agradar fãs de Morbid Angel, Hypocrisy, Deicide, etc. Não por acaso, algumas das influências de Gustavo e Flávio.

Mortal Ways batiza a banda, o álbum e uma das faixas presentes no trabalho e pode ser interpretada dentre outras maneiras, como caminhos mortais que poderiam levar a humanidade à destruição em um embate extraterrestre.

Confira o lyric-video de seu primeiro single, intitulado "Death From The Sky": 


Menos de um ano após o lançamento do  primeiro álbum, a Mortal Ways lançou em janeiro de 2021 o EP. Intitulado “Enslavement Pandemic”, contando com quatro músicas autorais inéditas e um cover, a banda demonstra que não deixou a poeira baixar desde o lançamento do trabalho de estreia. Sempre trabalhando em novos materiais e, agora com mais entrosamento, fazem experimentações, mas seguem firme no Death Metal que calcou a identidade do projeto, com influências de Hypocrisy, Morbid Angel, Benediction, Deicide e a escola oitenta e noventista do gênero. 

Como novidade, o EP temático traz uma história contada ao longo das quatro faixas misturando realidade e ficção no melhor estilo ficção científica, onde um acidente espacial causado por seres humanos acaba atraindo um vírus alienígena para escravizar e dizimar a humanidade. 

A história é contada através das faixas, confira a capa e a tracklist do EP “Enslavement Pandemic”: 


Tracklist:

01 – Cryptobiosis.

02 – Troianasviridae.

03 – Enslavement Pandemic.

04 – Inevitable Decimation.

Ouça no link  "Enslavement Pandemic".


Como brinde para os fãs da banda e do clássico punk rock, a Mortal Ways ainda apresenta um cover/tributo ao Ramones com a música “Zero Zero, UFO”. Disponível no canal da banda no Youtube.

O EP foi lançado em formato digital e está disponível em todas as plataformas de streaming. A parte instrumental foi gravada no fim de 2020 em Rio Claro-SP no Mortal Ways Home Studio e as vozes foram gravadas no JB Estúdio em Araras-SP. A capa foi elaborada por Gustavo Camargo, fundador da banda, e traz um mundo pós-apocalíptico, dominado por um parasita alienígena que escravizou e dizimou a humanidade. 


Line-up: 

Ronaldo Aparecido Alvez (Guitars).

Gustavo Camargo ( Guitars, Bass, Drums programming).

Flávio Diniz (Vocals).


Referências: 

YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=f60dPB8W7As 

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domingo, 2 de maio de 2021

RESENHA: Aetherea metal sinfônico e reflexão sobre caminhos da humanidade.


Surgida em meados de 2006 pelo guitarrista e compositor Fábio Matos, o projeto que ainda se chamava Sky Sent, teve seu encontro com a Aetherea a partir de 2009 quando ainda era uma banda tributo ao Epica. Após esta breve fase de banda cover, este projeto entrou em um período de recesso, devido a formação acadêmica de Fábio, que se concentrou apenas em prosseguir com as composições, sendo atualizadas em função do cenário do Metal Sinfônico, recentemente apresentado a ele através do Epica cover.
Somente no início de 2016, Fábio oficialmente decide retomar o trabalho, inicialmente com ex-membros da banda tributo, fato que, finalmente agregou o nome Aetherea ao seu projeto, e posteriormente, as gravações de seu material, que a tanto tempo vinha sendo aprimorado, é iniciada. Durante as gravações, Jessica Sirius, Rodrigo Mello, Paulo Lima e Vitória Marinho, amigos e ex-companheiros de outras bandas, são convidados por Fábio, para assumir a voz, teclado, bateria e baixo respectivamente, substituindo assim os ex- integrantes da banda tributo que deixaram o projeto. Somente em 2020, a banda se consolida no cenário do Metal Sinfônico, buscando através de seus recentes lançamentos, representar o Brasil na cena mundial.
Em março de 2020 o grupo lança "Look Into My Eyes" seu é o primeiro single e vídeoclipe. Esta música, como as demais composições da banda, possui fortes influências do Power Metal, carregada de
ambiências orquestrais e sinfônicas, tendo como referência as bandas Blind Guardian, Angra, Epica, After Forever, Nightwish,
Kamelot, entre outros, Isso prova o que desde o início, se propuseram a fazer: Um som pesado, rico em harmonias e temas
orquestrados, sem perder a essência do Power Metal. 
O primeiro EP foi lançado no final de 2020, intitulado "Look Into My Eyes", composto por 3 faixas foi disponibilizado em todas as plataformas digitais: A faixa-título Look into My Eyes, Bleeding em uma exclusiva versão acústica, faixas estas do seu primeiro álbum, Through Infinite Dimensions, além de Self-Damnation, faixa bônus que vai compor o segundo álbum da banda que já está em fase de produção.

Ouça o EP "Look Into My Eyes":


A banda lançou no dia 03 de abril de 2021, seu Debut Álbum, intitulado
“Through Infinite Dimensions”, composto por 12 faixas. As músicas foram mixadas e masterizadas no estúdio Loud Factory, pelo
Wagner Meirinho, produtor de bandas como Semblant e Warrel Dane.
O Estúdio Loud Factory tem se tornado uma referência em produção de
bandas de metal de todo o Brasil, e até mesmo de bandas internacionais.
Neste caso, a produção do álbum foi realizada pelo Fábio Matos, onde toda a parte de gravação e edição de guitarras, baixos e orquestras, foram trabalhadas em seu home-estúdio, ficando a
mixagem/masterização por conta do Wagner.
A arte e encarte foi idealizada e trabalhada pelo designer Romulo Dias, criador de capas de bandas renomadas do mercado, e as fotos foram feitas pelo fotógrafo Caike Scheffer.
O álbum tem uma temática voltada a uma mensagem de advertência em relação ao que a humanidade está fazendo consigo mesma e por consequência, com o planeta. Há algumas letras bem polêmicas, com críticas a religiosos que abusam e tiram proveito da fé alheia, críticas a líderes que ignoram o sofrimento de seu povo e se enriquecem às custas dos menos favorecidos, além de ilustrações do que poderia ser um mundo pós-guerra nuclear ou até mesmo o Armagedom apresentado no livro de Apocalipse da Bíblia Sagrada.
Há também um toque sutil de referências espiritualistas, sempre visando que o contexto se torne um convite à humanidade a refletir sobre a postura que está tomando para com o mundo e a si mesmos.
Já em relação ao instrumental, as influências giram em torno das bandas Epica, Kamelot, Blind Guardian, etc. Dentre as faixas, há 3 baladas, além de uma introdução composta somente por orquestra.

Ouça no link o debut "Through Infinite Dimensions”:


Line-up:

Jessica Sirius – Vocais.
Fábio Matos – Guitarras.
Rodrigo Mello – Teclados, Vocais e Guturais.
Vicki Marinho – Baixo.
Paulo Lima – Bateria.





Referências:

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Instagram: 


Resenha: Guttroll Death/ Thrash Metal de Petrópolis RJ. Confira !

 Guttroll foi formada em 2015 por Rafael Ojeriza e Alex Melo em Petrópolis, e tem como influências o som das bandas Six Feet Under, Cannibal Corpse, Morbid Angel, Exodus, Slayer, entre outros. Em janeiro de 2021 a banda ganha novo integrante, o baixista Tulio Lobo, completando assim a formação atual do grupo.


Após o lançamento do clipe da música “HATE OF THE STATE”, a banda lançou o  novo single. A faixa intitulada “RULES” foi liberado no dia 20 de março e se encontra disponível no canal da Power trio no YouTube e principais plataformas digitais.

Assim como o nome da música diz Rules ou Regras, trata-se de uma denuncia de como a mídia e os governantes controlam a sociedade de forma a fazer com que a maioria siga as diretrizes e padrões para a aceitação moderna.

O single foi gravado de forma totalmente analógica, gravação no rolo na fita à moda antiga sem nenhuma utilização de plugins ou computadores, no estúdio Forestlab em Petrópolis.

A Guttroll escolheu o Forestlab para trabalhar devido a particularidade na forma de trabalhar de Lisciel Franco. Dessa forma as músicas são gravadas de forma intensa, tocadas do início ao fim pela banda, o que traz uma fluidez no som e o punch da banda está realmente tocando ao vivo, sem cortes, sem colagens e sem invenções.

Juntamente com esse lançamento a banda já se prepara para gravações de seu próximo single que virá acompanhado de videoclipe a ser lançado ainda no primeiro semestre de 2021. Aguardem!

Confia no link o single Rules:


Line-up:


Rafael Ojeriza (Voz e Guitarra).

Alex Melo (Bateria).

Tulio Lobo (Baixo).


O single Rules se encontra para audições nas principais plataformas de streaming: confira no link! https://open.spotify.com/album/60rLUS97BqPauEyEuPGsXE?si=oybAe6gwSlmY1WCUUciZIA&utm_source=copy-link&dl_branch=1



Referências:

https://instagram.com/guttrollband?igshid=hau10ezm97jg

https://youtube.com/channel/UCVLj78Lz9VNqljML_HoNMWw

quinta-feira, 29 de abril de 2021

Resenha: Erasy conheça o Doom/Sludge Metal do álbum "Some Nice Flowers".

 

Erasy, banda de Doom/Sludge Metal, lançou no dia 22 de maio de 2020 seu mais novo álbum, “Some Nice Flowers”.

Luciano Penelu (voz), Leandro Carvalho (guitarra), Joilson Santos (baixo) e Gilmar Vurmun (bateria) apostaram num som arrastado, pesado e cheio de referências ao lendário Black Sabbath em suas composições.

Neste novo disco, o cenário continua o mesmo. "Contudo, creio que chegamos a um resultado inédito para nós em termos de peso, coesão sonora e estética. É a Erasy como sempre queríamos registrar", comenta Luciano.

São seis músicas inéditas, gravadas e mixadas no estúdio de André T, em Salvador/Bahia. Sobre as composições, Luciano comenta que "invariavelmente tratam do tortuoso existir humano, de como a mesma realidade pode ser bela para muitos, mas horrível e sofrida para outros. Viver – e ao final morrer – pode não ser tão simples assim." A agonia de existir e do pensar acerca da existência podem ser percebidas através de todo o disco, e o peso lírico e instrumental surge quase sempre como um único bloco, muitas vezes mórbido e animalesco. Tal atmosfera remete por vezes a nomes consagrados desta vertente sonora, como Eyehategod e Iron Monkey. Mas o disco da Erasy, se é visceral como um todo, é ao mesmo tempo belo. Melodias de guitarra muito bem construídas e posicionadas trazem um ótimo equilíbrio, ladeadas por um baixo pesadíssimo e variações precisas nas linhas de bateria.

Sobre o processo de gravação, Leandro afirma que “não poderia ter sido melhor. Trabalhar com André, com seu conhecimento musical e com o leque de equipamentos disponíveis em seu estúdio foi uma grande experiência para nós.

A arte do disco, diferente de tudo o que a banda apresentou até então, foi feita por Alcides Burn (criador de capas icônicas do Metal brasileiro), e remete aos conhecidos testes de Rorschach. A ideia, de acordo com Luciano, foi justamente essa, “pois estes testes exemplificam com precisão o que está nas letras do disco e nas ideias ao redor delas: a realidade não é tão clara e óbvia. Ao nos formarmos (ou deformarmos) enquanto indivíduos sempre carregamos as nossas dores e experiências, e elas terão impacto o  definitivo em como vemos a realidade".

 O disco conta ainda com a participação de Edmar Oliveira, vocalista da banda “The Crypt”, em uma de suas faixas.

Ouça o álbum “Some Nice Flowers”:



LINE-UP:

Luciano Penelu (vocal).
Leandro Carvalho (guitarra).
 Joilson Santos (baixo). 
Gilmar Vurmun (bateria).

Referências:

quarta-feira, 28 de abril de 2021

Resenha: Fecal Devastation "Depravação Moralista":

"Depravação Moralista" é um retrato do nosso status quo. Após a fervorosa e iminente retomada da direita opressora, onde fica escancarado o empoderamento das máfias religiosas e organizações em nome dos "bons costumes" no poder legislativo e executivo do Brasil, o falso moralismo se mostrou presente naqueles que estão nas altas cúpulas, e também nos opressores que moram ao nosso lado, muitas vezes sobre o nosso teto

A letra é uma crítica direta ao modelo político, social e cultural  que vivenciamos e que nos oprime.

A arte da capa é uma colagem de pedaços das faces dos moralistas sem escrúpulos influenciadores de multidões, que formam um "monstro social". O vídeo é um apanhado embaraçoso de anti-religião, anti-fanatismo, antifascismo e com um toque de deboche sobre a situação que assola nosso estado Minas Gerais, onde grupos ainda insistem em tratar tragédias ambientais com "normalidade".

Ouça o single "Depravação Moralista":



O Single "Depravação Moralista"é parte do vindouro split "Coalizão Ruidosa Antifa" com as bandas Infestação Parasita (Teresina/PI), Mata Borrão (Belo Horizonte/MG), e Pancreatite Noise (Teresina/PI), o split está disponível em matérias físicos, sobe vendas das próprias bandas e disponível nas principais plataformas streaming.


Referências:

https://www.facebook.com/fecal.devastation.7

https://instagram.com/fecal_devastation?igshid=dr0liplfa6tb

terça-feira, 27 de abril de 2021

Conheça a banda de Melodic Black Metal catarinense, Lusayfer.

O projeto de Melodic Black Metal, surgiu em 2018 na cidade de Capinzal (Santa Catarina), por Saturno com o objetivo de manifestar de forma sonora as odiosas e contemplativas reflexões da natureza humana, seja ela coletiva ou individual.

Em suas letras a horda aborda os seguintes temas, como Ocultismo, Heathenismo, Misticismo

Em 2020 a horda gravou seu primeiro trabalho trata-se da Demo "Filhos da Noite", esse pertado conta com seis faixas, indo desde as linhas melodicas com teclados e passagens atmsfosfericas, todas as faixas cantando em português.

Ouça no link a Demo "Filhos da Noite":


Referências:

https://youtube.com/channel/UCZro-9RE_l1Nu9yNuGsdO_g 

Resenha: Demon Noise - Black Wings

  Por Rodrigo Maldonado Nota: 09.5/10.0 O mais recente lançamento da banda mineira DEMON NOISE é o single " Black Wings" , que ch...